Mistérios Avalon – 3 faces da lua

Como diz Morgana no livro “As Brumas de Avalon” A verdade tem muitas faces e assemelha-se à velha estrada que conduz a Avalon: o lugar para onde o caminho nos levará depende da nossa própria vontade e de nossos pensamentos, e, talvez, no fim, chegaremos ou à sagrada ilha da eternidade, ou aos padres, com seus sinos, sua morte…”

As Deusas de Avalon não são apenas mulheres lindas e misteriosas, são fortes referências de uma antiga religião druídica, muito além das ilusões criadas pelo homem.
A metáfora fortalece os mitos para que, através das lendas, possam se propagar pelos séculos afora, rompendo a barreira do tempo, jamais se esquecendo que a verdadeira força está no equilíbrio… As Deusas, em suas diferentes faces, representam à energia criadora de todas as coisas viventes e possuem funções específicas, tais como: soberania, guerra (bravura) e proteção, além dos seus próprios atributos individuais.
Essa é a mensagem de Avalon, das Deusas Celtas e dos mistérios Arthurianos. Quando a dedicação é sincera e a busca constante, os caminhos se abrem e a verdade sempre nos é revelada.

Esta pequena e animada povoação atrai visitantes de todos os gêneros: romanticos fascinados pela lenda do Rei Arthur; peregrinos à procura de herança da antiga cristandade; místicos em busca do Santo Graal; enquanto astrólogos são seduzidos pelos rumores da existência de um zoodíaco na paisagem. Glastonbury mais não era do que uma ilha rodeada de pântanos quando os primeiros cristãos ali se estabeleceram (Avalon).

Mas isso aconteceu há muito tempo. Durante um período, cristãos e druidas viveram lado a lado, adorando o Uno; mas depois vieram os romanos para a ilha, e, embora tivessem a reputação de tolerância das divindades locais, foram impiedosos com os druidas, derrubando e queimando seus bosques sagrados, espalhando mentiras segundo as quais eles cometiam sacrifícios humanos. Seu verdadeiro crime havia sido, é claro, o de estimular o povo a não aceitar as leis e a paz romanas. E, então, num grande ato de magia druida, para proteger o derradeiro refúgio precioso da escola, fizeram a última grande mudança no mundo, retirando a ilha de Avalon do âmbito humano.

Agora, ela estava escondida na bruma, exceto para os iniciados que haviam estudado nela, ou os que haviam aprendido os seus caminhos secretos pelo lago. Os homens das tribos sabiam onde ela se situava, e ali realizavam seus cultos.

Avalon deve muito de seu mistério às lendas celtas que a consideram uma porta de passagem para outro nível de existência.

Uma existência povoada de magia e amplitude espiritual.

Também era chamada de “Ynis Vitrin” ou Ilha de Vidro, onde seres mágicos, isolados do mundo mortal, desfrutam a eternidade.

O nome tem origem no semi-deus celta Avalloc.

Pesquisas arqueológicas atestam que os campos de Glastonbury, há milhares de anos, foram pântanos drenados, ou seja, a cidade já foi uma ilha, o que reforça sua proximidade com as lendas de Avalon

Conhecida como Tir na nÓg, a Terra da Eterna Juventude, local onde a doença e a morte não existem.

Este paraíso é o Outro Mundo celta, descrito como um local sublime habitado por Deusas e Deuses, heróis e heroínas, conhecidos, também, através do mito irlandês de Oisín, um dos poucos mortais que ali viveram e o seu relacionamento com a bela Niamh dos cabelos de ouro.

Uma terra de beleza incomparável, uma ilha cercada de magia e mistérios liderada por mulheres…Morgana e suas irmãs…cultuavam a deusa e ela ajudava a preserva o lugar livre de outros males. Avalon sempre existiu… Uma terra de amor e beleza, onde viver era simples como respirar. As pessoas corriam livres pelos campos e de nada se arrependiam, pois não havia motivos para ser aquilo que não se era. Poucos ainda se lembram dos campos floridos e das flores que vibravam em outras tonalidades.

Tudo era diferente. Muitos buscam novamente Avalon, mas este tempo não existe mais. A inocência era virtude e a verdade, qualidade.
As brumas se elevam e nos trazem recordações de um tempo distante… Nossos ritos eram sagrados, porque assim nos foi ensinado. Lá, não havia tradições nem contradições, só havia o amor. Simples como acordar e olhar o céu, sereno como contemplar o brilho das estrelas e belo como reverenciar a Lua e o Sol.

A Lua, sim, ela era mais límpida, como os nossos corações. Muitos estão aqui hoje, mas poucos se lembram, apenas sentem saudades do lugar. Avalon se foi apenas por ser bela, ninguém entende. Virtudes hoje são defeitos. Avalon é uma ilha pertencente a Grã-Bretanha
de onde emanava todo o poder mágico que tecia a teia do mundo, era através desta ilha que a Deusa se manifestava. Muitas mulheres almejam em serem chamadas para participar do serviço da Deusa, em outros termos, serem chamadas à Avalon. Por séculos Avalon foi um lugar de conhecimento, sabedoria, sacerdócio, destino e magia.

A ligação de Avalon com o mundo dos homens dependia apenas da pureza do coração que governava a terra maior, em outras palavras, para Avalon era necessário existir um rei puro no comando da Grã-Bretanha.
Essa ligação poderosa permitia aos seus habitantes ter o poder da natureza em troca de seus serviços à Deusa.
Desta ilha saíram nomes celebres dos contos antigos, o poderoso Mago Merlin, amante e tutor da Dama do Lago Víviane, e o poderoso Rei Arthur.

O Templo de Avalon é o corpo que guarda a alma ancestral, o caminho que nos leva direto a misteriosa Ilha das Maçãs, ou seja, o caminho da verdade infinita que está dentro de cada ser.

Avalon é simplesmente esta doce emoção, mas, apenas para aqueles que ainda acreditam na magia que está escondida dentro do seu coração.

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